quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vou para Jequitibá.

Olho brilhante, coração contente!
O chamado vem do poente:
Tragam o saco de roupas e as câmeras loucas!
Sorriso e dente, e também o encanto de gente!
Vou vadiar, cantar e dançar!
Fazer minha alegria irradiar...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Transitório.

Nada é permanente,
O que move a roda da vida é transitório, é efêmero,
é passageiro, é irregular e inconstante.
Nenhum padrão a faz movimentar!
Somente os tolos seguem padrões e rotinas.
A rotina me cansa e me destrói!
A impotência, o sabor da vitória, a condição de imbecil ou o estado civil são meras mutações.
Até mesmo a educação que tive ao vestir um calção,
Farrapos, restos de uma doação.
Trapo que ganhei em um momento de pura emoção,
Quando mergulhei nos olhos de uma criança para dar-lhe atenção.
E então,
Pude perceber que esta pedia-me com ternura, para entrar em meu coração.
Núbia Santos - 23/06/2010
Blog da Núbia

domingo, 9 de maio de 2010

REFLEXO NA RETINA

Numa tentativa de suturar
O meu eu em ti, e de curar-me
Da ferida que só fazia supurar,
Despi-me do orgulho e adentrei em seu camarote.
Vi hieróglifos em forma de recados e depoimentos,
Caricaturas e máscaras de um Sacerdote,
Que me lançou no inferno dos meus sentimentos.
Igualei-me às outras, ávidas por um ósculo, ingênuas, puras...
Que na tentativa de evitar uma ruptura,
Sacrificam o ego, dilacerando a estima em sua parte mais dura,
Rumo à investidura de sua captura.
Pensei, então,
Em largar de vez esta ilusão.
Esquecer esse Sultão,
Que sem coração,
Brinca com minha carência e emoção.
Mas, pobre do meu coração,
Tosco e tolo,
Que mesmo no auge de um “bolo”,
O quer ainda.
Da mesma maneira que o tinha.
Brilhando em meus olhos, refletido na minha retina.
Núbia Santos – 09/05/2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

O OLHAR DO VIZINHO

É tardinha, o céu está vermelho,
e o sol ainda brilha meu pêlo.
Da varanda, vejo abelhas a fazer mel,
E brinco com um pedaço de papel.
Em meu corpo uma blusa de malha, suave ao toque
De fundo azul, para disfarçar o seio nu.
Tenho o cabelo delicadamente disposto em coque,
Com fios displicentemente caídos em meu rosto.
Procuro, com gosto,
Entender as andorinhas em revoada,
Elas vêm e vão num ritmo frenético e inconscientemente traçado,
Nenhuma foge do compasso.
Assim como os olhos que agora acompanham o meu passo.
Sinto-me deliciosamente lambida por estes olhos,
Que espreitam e desconsertam o meu andar.
Mas não posso negar que gosto deste olhar!

Núbia Santos - 06/04/2010

domingo, 28 de março de 2010

Mudanças!

Atitude! Deixe de ter um papel secundário na vida.
Caminhe, transite, mude!
Deixe de ser de passivo para ser ativo, deixe de ser coadjuvante para ser protagonista.
Merecemos o melhor de nós.

Núbia Santos - 28/03/2010 (Arrumando a bagunça e ajeitando a carga)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Calosidades!

Quero um dia que seja claro,

Um vestido que seja caro,
Um cheiro que aguce meu faro,
Um amor que no meu coração provoque disparo.
Quero um abraço, um amparo,
Um beijo que seja raro,
E por aqui que eu paro,
Mas não me calo,
Foi só porque perdi o embalo.
Não quero apenas um vassalo,
Quero homem que me respeite, pois muito eu valo.
Tu entendes o que eu falo?
Então venha montado em seu cavalo,
Resgatar-me deste gargalo
Que a solidão, me impôs, num estalo.
Ah sim, agora que você veio, eu paro, mas não me calo.

Núbia Santos - 08/03/2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Ósculo

Desejo um ósculo,
Lento e profundo no céu da boca.
Tão denso quanto o mar morto,
Tão suave quanto uma brisa na primavera,
Tão molhado quanto o orvalho que cai nas montanhas,
Tão colorido quanto um arco-íris depois da chuva no verão,
Tão doce quanto o doce de batata doce,
Tão real quanto a saudade que sinto agora.

Núbia Santos - 02/03/2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Identidades

Das várias identidades que, nós homens pós-modernos, assumimos e construímos historicamente, a que mais me orgulho em sustentar é aquela onde posso ser eu mesma, com uma máscara "fina" e discreta pois imagino que a total ausência de máscaras é quase impossível.

Abordo esse assunto (aqui no blog) após iniciar a leitura de um livro intitulado "Meninas-adolescentes:rituais, corpo e resistência" da Prof. Vanessa Guilherme Souza (do curso de Educação Física do ISEAT - FHA) e real identificação com o tema. As várias identidades a qual me refiro, são os papéis e máscaras que assumimos ao decorrer da vida no contexto social. Admitindo que não somos compostos de uma identidade fixa (apresentamos comportamentos diferenciados em vários âmbitos de sua vida).

Digo, e assumo com propriedade, que sou vários "EUS", dentro de um corpo em movimento numa sociedade também em movimento. Adapto às situações, aos locais, às pessoas, aos assuntos, aos relacionamentos sociais e épocas. Não caracterizando um distanciamento longo, problemático e contraditório entre estas identidades (a essência é sempre a mesma

Após análise do meu comportamento, da criação de identidades (às vezes não-resolvidas e tensas), que transporto meu olhar para as outras pessoas que fazem parte do meu círculo de amizades.
Pergunto-me: - será que sabemos escolher e conviver com as máscaras que criamos, para sermos aceitos nos grupos sociais? Esta, não é uma crítica negativa ou destrutiva dos comportamentos dos outros, e sim uma crítica positiva, um reflexo do que vejo estampado nos outros e espelhado em mim.

Penso que uma postura aceitável, tolerável e mais confortável (individualmente falando) é aquela em que se vê superada as expectativas que o sujeito tem em relação a: conseguir o que se deseja (sem esforço em demasia); ser o que é (sem dor e com poucas adaptações) e relacionar-se bem (e aqui enquadra aceitação em algum grupo).

Esta análise induz meu pensamento a dialogar com as preferências do ser humano. Para ser mais clara, provoco o questionamento: - Será que preferimos ser o que os outros querem que sejamos, nos anulando nas esferas da vida (socialmente - aqui cabe dar maior ênfase aos relacionamentos afetivos, religiosamente, politicamente, dentre outros)? E será que temos a consciência desta atitude de anulação e da omissão no processo de mudança desta perspectiva de vida?

Sei que somos frutos das construções que estabelecemos com os relacionamentos (desde o nosso nascimento) e que uma relação com a sociedade implica concessões e negociações para que as regras de convívio social tenham uma fluência tranquila. Mas o que fazer quando as identidades escolhidas/construídas pelos outros tencionam com as nossas, provocando descontentamentos? O que fazer quando se quer relacionar com uma pessoa, que ainda não se deu conta das identidades que criou para viver em sociedade e ser aceito por este grupo anulando-se em alguns aspectos?

Dizem que o tempo tem respostas para tudo (cabe aqui dizer que relaciono o tempo com o amadurecimento e a compreensão do seu eu). Mas, como saber se o meu tempo coincide com o de alguém? Imagino que o diálogo, seria a chave que abre esta porta. Não somente o diálogo feito com os gestos e atitudes, mas também o diálogo feito por palavras.

Núbia Santos - 28/02/2010 (Em construção!)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Amo-te Rafael

Meu novo amor chegou!
Durante nove meses, doces sonhos eu tive:
Imaginei seu rosto e seu sorriso,
E senti seu cheiro, mesmo antes de conhecê-lo.
Meu colo está acolchoado de proteção, satisfação
e muito carinho.
Meus olhos se encantam, com a perfeição:
a maravilha da criação.
Procuro uma semelhança com o pai,
ou seria parecido com a mãe?
Tudo é novo e, parece ter um colorido diferente
do que era visto de dentro do útero.
Seus olhos buscam algo além do alcance
e sua boca ensaia um sorriso tímido.
Sorriso de quem veio para muito ser querido.
Amo-te Rafael.

Núbia Santos - 22/02/2010
(Sua chegada foi aproximadamente as 10:30hs do dia 22/02/2010)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A espera do inusitado



Tal qual uma típica libriana, minhas experiências são vividas a flor da pele.
Choro, me envolvo completamente, rio escandalosamente, sonho e sinto um sentir intenso.
Estou acima do meio, envolvida em projetos e trabalhando com a razão.
Pouco me entrego à impulsividade.
Consigo superar um amor não correspondido, mas não consigo superar um atestado de incompetência que me é imposto. Quem me conhece sabe, que muito desejo um amor sincero e comprometido.
Gosto do que é simples e das coisas conquistadas com muito esforço.
Mas, seria hipocrisia dizer que não gosto do que é sofisticado, da glória e do que é belo.
Sou humana e atraio para mim tudo que é humano (pessoas imperfeitas, amores não correspondidos, orgulho das conquistas e o choro da derrota).
Agora, penso em perfeição e de tanta coisa que preciso mudar para atingi-la.
Olho para o horizonte e me calo, sinto o vento e me arrepio.
Vejo andorinhas dançando um balé sem música, como num ensaio para o grande show.
Observo o vento que insiste em mudar as folhas das árvores de lugar, para que numa fração de segundos tudo volte ao lugar de antes.
Analiso as nuvens andando sem direção, formando e deformando, sem deixar claro qual sua intenção.
Respiro com o diafragma, pois dizem que assim faz bem. E tenho a esperança de que o inusitado aconteça.

Núbia Santos - 08/02/2010
"Venha meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição"
Renato Russo